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Forró raiz pode virar Patrimônio Imaterial Brasileiro

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O forró raiz foi o tema principal de uma audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal realizada na manhã desta segunda-feira (20), no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. A audiência acontece em meio ao 2º Fórum Nacional de Forró Raiz , que vai até quarta-feira (22). Um dos objetivos do evento foi discutir a implantação do forró como Patrimônio Imaterial Brasileiro.

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Estiveram presentes na audiência a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da CDR, os deputados federais Luiz Couto (PT-PB) e Tadeu Alencar (PSB-PE), os deputados estaduais Anísio Maia e Frei Anastácio, a vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano, o forrozeiro Santanna, o cantador, entre outros gestores.

A senadora Fátima falou sobre a importância de tornar o forró patrimônio imaterial do país, e chegou a compará-lo ao frevo pernambucano.

“É uma alegria na condição de presidente da CDR do Senado, estarmos realizando esta audiência publica, que tem como tema central fortalecer a mobilização, a luta para que a exemplo do frevo, que merecidamente recebeu o titulo de Patrimônio Imaterial do Brasil e do mundo, o forró também tenha este mesmo destino. Forró que dispensa comentários na medida em que é, das manifestações culturais mais genuínas, ricas, de maior identidade do ponto de vista cultural nordestino e do Brasil. Esta audiência envolvendo gestores, nossos artistas, a classe política, os movimentos sociais, a sociedade, para que a gente possa dar retomada ao processo que trata do registro do forró como patrimônio imaterial do país que encontra-se no Iphan”, disse.

O cantador Santanna começou seu discurso cantando a música ‘Joia Rara’, a qual ele tratou como o hino da Paraíba. Ele ainda relembrou a importância de Luiz Gonzaga para as festividades junina. Por fim, ele falou sobre a ‘nordestinidade’ e a necessidade de apoio do poder público para os forrozeiros.

“O Nordeste não é região. É nação. O Brasil só tem duas nações: a gaúcha e a nordestina. O resto é povo. E ainda assim somos colônia do Sudeste. E isto é muito ruim. Nós forrozeiros precisamos de apoio do poder público. Não é ser chapa branca. Queremos trabalhar, mas precisamos de apoio”, disse.

A coordenadora do Fórum Nacional de Forró, Joana Alves, também discursou e lembrou das dificuldades de se viver de forró no Brasil. Já a vice-governadora Lígia Feliciano, falou sobre o orgulho de ser nordestino e que é necessário valorizar o forró de raiz, mantendo-o como ator principal nos festejos juninos.

Já o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Hermano Guanais, ressaltou o desafio de elevar o forró ao nível de Patrimônio Imaterial.

“É um desafio de trabalhar o forró. Não é um mero conhecimento, ter apenas uma folha e pendurar na parede. O que temos como política é o registro entendido como um pacto entre o estado e a comunidade. Nada é possível se não houver a mobilização social. O processo demora um pouco mais porque não queremos dizer o que é patrimônio ou não só através dos livros. É necessário que a população se manifeste. Tenho certeza que a partir do esforço da senadora a gente vai sem dúvida celebrar daqui a pouco tempo o forró como Patrimônio Imaterial Brasileiro”, concluiu.

RAMMOM MONTE  – PORTAL CORREIO

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