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Na Rede TV: 8 presidenciáveis participam do segundo debate na TV; veja as propostas de cada um

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Oito candidatos à Presidência da República participaram na noite desta sexta-feira (17) de um debate na RedeTV!.

O debate durou 2 horas e 15 minutos e terminou na madrugada deste sábado (18). É o segundo da eleição 2018 – o primeiro foi no último 10, na TV Bandeirantes.

Participaram os presidenciáveis Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT).

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Antes do início do debate, os mediadores informaram que um púlpito estava reservado ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. A defesa do ex-presidente pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorização para a participação dele, mas o pedido foi rejeitado. Segundo os mediadores, em razão da ausência, o púlpito reservado a Lula foi retirado, por decisão da maioria dos candidatos – a exceção foi Guilherme Boulos (PSOL).

Durante o encontro, os postulantes apresentaram propostas sobre emprego, educação, segurança pública, entre outros temas.

O debate foi dividido em quatro blocos:

  • Primeiro bloco: os candidatos responderam às seguintes perguntas: “Por que o senhor (a) quer ser presidente?” e “O que é preciso mudar no combate à corrupção?”. Depois, deram respostas a questionamentos de telespectadores e fizeram perguntas uns aos outros.
  • Segundo bloco: perguntas de jornalistas da RedeTV! e da revista ‘IstoÉ’.
  • Terceiro bloco: perguntas entre candidatos.
  • Quarto bloco: considerações finais.

Propostas

Conheça abaixo as falas na íntegra sobre propostas apresentadas pelos candidatos em resposta a perguntas que receberam durante o debate. O tempo de resposta variou de 45 segundos a 1 minuto.

Cabo Daciolo (Patriota)

Fala de abertura – “Glória a Deus. Boa noite à nação brasileira. Eu vou ser o presidente da República e vou levar a nação brasileira a clamar ao Senhor. Não esperem nada de homens, a solução para a nação brasileira chama-se Jesus Cristo. Eu não estou aqui pregando religião para ninguém, eu estou falando de amor. Eu quero que você que está me ouvindo tenha fé, esperança e amor. Para acabarmos com essa corrupção, nós vamos entrar logo com uma reforma política e tirar os verdadeiros bandidos da nação. Estão lá dentro do Congresso Nacional, representados por muitos aqui, olha o quadro ali à nossa frente, são todos amiguinhos. Não tem inimigo ali não. Nós vamos pegar um por um. Para honra e glória do senhor Jesus.”

Segurança pública – “Dia 1º de janeiro de 2019 vamos estar com Cabo Daciolo sentado na cadeira de presidente e você vai poder andar em paz. Vamos valorizar os profissionais da segurança pública, vamos cuidar das fronteiras, trabalhar em cima de prevenção. Toda guerra civil é proposital. As armas já chegaram, o momento é para parar munições. É simples. O problema é que nossas rodovias estão desguarnecidas. Deveríamos ter 15 mil policiais federais, mas hoje temos 8 mil. Nas fronteiras, não temos 11 mil militares das Forças Armadas cuidando. Por lá entram drogas, armamento, mas quem lucra com isso e quem quer isso? O poder, os políticos. Eles lucram com isso. A Rocinha tem lucro de 10 milhões e tem sempre um engravatado por trás disso.”

Liberação das drogas e aborto – “Nação brasileira, sou contra, sou contra a liberação do aborto, sou contra a liberação das drogas no Brasil. E um homem e uma mulher de Deus, independente da religião, a sua palavra tem que ser sim, sim, e não, não. A palavra de Deus nos revela e nos ensina, para todos que estão aqui e para todos que estão nos ouvindo, que antes de você ser gerado no ventre da sua mãe, você já era um escolhido. Antes de você nascer, você já estava separado, então eu sou totalmente contra o aborto e sou contra a liberação da droga no nosso país.”

Emprego – “População brasileira, nação brasileira, um dos grandes vilões da nação são os banqueiros. Banqueiros têm lucros exorbitantes de bilhões todos os anos dentro da nação. Nós vamos reduzir impostos e reduzir juros. Isso é um fato verdadeiro. A partir desse momento você entra com investimento. Porque dinheiro é o que mais tem neste país. Não acredite quando falam que tem crise financeira na nação, porque não existe crise financeira na nação brasileira. Então, nós vamos investir com dinheiro que existe na nação, vamos preparar os nossos jovens, colocando a educação, ciências, tecnologia, inovação, institutos federais. E vamos caminhar e levar todos para o mercado de trabalho. E quero dizer e deixar bem claro. Na primeira semana, vamos adorar o Senhor. Na segunda semana, haverá um pronunciamento e vai ser: ‘Todos desempregados do Brasil, compareçam à unidade militar mais próxima da sua residência’.”

 

Jair Bolsonaro (PSL)

Fala de abertura – “Quero ser candidato a presidente da República porque o Brasil precisa de um candidato honesto, patriota, que crê em Deus e afaste de vez o fantasma do comunismo. Só há uma maneira de combater a corrupção no Brasil: elegermos um presidente de forma isenta, um presidente que não negocie ministérios, estatais e bancos públicos, porque aí estão o foco da corrupção, que têm levado o Estado, inclusive, à ineficiência. Por isso não temos saúde, educação e segurança, exatamente por causa das indicações políticas, que têm que deixar de existir em nosso Brasil. O presidente tem que escolher os melhores para compor o seu time de ministros.”

Desemprego – “Tudo que o PSDB e o PT fizeram ao longo de 20 anos chegou a esse caos, o desemprego. O senhor foi presidente do Banco Central por oito anos, depois foi para o grupo JBS Friboi, onde o BNDES passou a emprestar dinheiro apenas para os amigos do rei, como o casal, a dupla, Joesley Batista. Já para aqueles que precisavam não tinha empréstimo. Ou o juro lá em cima, contrariamente às demais. Então o emprego, senhor Meirelles, não sou economista, mas com toda certeza para por usar os órgãos de governo, as instituições, para atender ao povo, não aos amigos do rei. No mais, devemos desburocratizar, desregulamentar muita coisa no Brasil. Porque hoje em dia, o senhor bem sabe, para abrir uma empresa você leva 90 dias, é um cipoal de documentos que desestimula a buscar maneira de empregar alguém no Brasil. Então acho que passa por aí essa proposta para conseguir emprego para os brasileiros.”

Educação – “A educação infantil é a base para a educação final. Nas escolas, hoje em dia, o que se aprende? Ideologia de gênero, partidarização, análise crítica das questões apenas, nada mais além disso. No meu tempo, você tinha física, química, matemática, geografia, história, educação moral e cívica. Isso não tem mais. Retiraram também do professor a sua autoridade dentro de sala de aula. O professor hoje em dia, conforme pesquisa aqui em São Paulo, em muitas escolas, está mais preocupado em não apanhar do que ensinar. Como exemplo, nós temos para isso, é fazer em grande parte das escolas do ensino fundamental, a militarização dessas escolas, ou seja, colocar diretores vindos do meio militar para que possa, via disciplina e hierarquia, essa garotada aprender algo para o futuro, diferente do que é ensinado hoje em dia.”

Déficit público e pagamento da dívida pública – “Cabe, sim, ao presidente da República. São números absurdos, os meus economistas dizem que tem solução, mas será muito difícil atender à meta. Propostas: redução do tamanho do Estado, privatizações, abrir o comércio com o mundo todo, deixar de lado o viés ideológico, facilitar vida de quem quer abrir empresa no Brasil – porque é um sacrifício abrir empresa no Brasil, quantidade de papeis é absurda – diminuir encargos trabalhistas e fazer com que empregados e patrões sejam amigos e não inimigos e deixemos de assistir a essa briga enorme nos tribunais tendo em vista a legislação, a CLT.”

Igualdade salarial entre homens e mulheres – “É mentira que eu defendi em qualquer época da minha vida que mulher deve ganhar menos que homem. É mentira. Não existe um só áudio ou uma só imagem minha nesse sentido. Na CLT já está garantido à mulher ganhar igual ao homem, desde que a diferença de tempo de serviço entre um e outro não seja superior a dois anos. Já está garantido na CLT, não temos que nos preocupar com isso. No meu governo, a mulher terá papel de destaque, principalmente no tocante à segurança pública. É a mulher que se preocupa e muito se seu filho vai chegar em casa quando sai para visitar um amigo, ir para a faculdade. Então, a mulher vai ter essa garantia porque vamos investir pesado na segurança pública para que as mulheres, as mães tenham paz quando seus filhos porventura saírem de casa.”

Considerações finais – “Primeiro, quero agradecer a Deus pela oportunidade e, se esta for a missão dele, com toda certeza nós a bem cumpriremos. O Brasil precisa de um presidente honesto, patriota, que respeite a família, honre as crianças em sala de aula, afaste de vez o fantasma do comunismo, ataque o Foro de São Paulo. Um país que una a todos, independentemente de sua opção, cor de pele ou região. Juntos, podemos fazer um Brasil diferente e melhor para todos. Meu muito obrigado a todos e boa noite.”

Guilherme Boulos (PSOL)

Fala de abertura – “Talvez muitos estejam me vendo pela primeira vez. Eu sou candidato a presidente do Brasil porque eu estou indignado como você. Política para mim não é carreira, é desafio. Quero ser presidente para enfrentar os privilégios, porque hoje o Brasil é como se fosse uma corrida de 100 metros em que alguns começam 60 metros na frente. Não dá mais para ser assim. Eu quero ser presidente para acabar com a esculhambação que virou esse sistema político e o toma-lá-dá-cá. Eu quero ser presidente para tirar o Brasil da crise. Hoje eu vou apresentar propostas concretas de como nós vamos fazer isso, propostas de quem tem coragem para mudar o Brasil.”

Pré-sal e Petrobras – “Eu concordo integralmente com a opinião do eleitor. O pré-sal, o petróleo é uma riqueza nacional. Lamentavelmente, o governo Temer está entregando a Petrobras para as empresas estrangeiras. Nós vamos revogar a entrega do pré-sal para as empresas estrangeiras. Nós vimos isso, agora, de maneira recente, o efeito dessa política de preços que foi aplicada na Petrobras no seu bolso, para cada brasileiro e brasileira. Olha como está o preço do botijão de gás. O botijão de gás subiu mais de 30% só no último ano. E isso está afetando todos os brasileiros. Mais de 1 milhão de pessoas passaram a cozinhar a lenha, voltando ao século 19. Olha o preço da gasolina, do diesel, que gerou a greve dos caminhoneiros, nós vamos reforçar as refinarias, o pré-sal será nosso e fortalecer a Petrobras como empresa pública, com transparência e com controle social, retomando a geração de empregos e garantindo a soberania nacional.”

Urnas eletrônicas – “Olha, Daciolo, e a todos que estão nos assistindo em casa. Primeiro, eu só queria fazer uma correção, aqui. O Henrique Meirelles fez uma insinuação a respeito de trabalho. Quero dizer que eu não sou banqueiro, eu sou professor, escrevo e ganho minha vida honestamente. Luto ao lado dos sem-teto, com muito orgulho, há 17 anos, de quem precisa de casa. Luto com sem-teto, com sem-terra, só não estou junto com sem-vergonha, como alguns aqui estão. Agora, em relação a isso, as urnas eletrônicas são um sistema que internacionalmente não há qualquer tipo de reparo em relação a ele. Eu não tenho porque ter qualquer tipo de questionamento sobre as urnas eletrônicas, mas nós temos que que questionar outras questões da democracia brasileira. Democracia não pode ser apenas apertar um botão a quatro anos na urna e ir embora para a casa. Democracia tem que ser chamar o povo para a decisão. E é isso que estamos dizendo aqui, com plebiscito e referendos. E o nosso primeiro, em 1º janeiro de 2019, é para revogar os atos criminosos do governo Temer contra o povo.”

‘Velha política’ – “Olha, Daciolo, eu tenho 36 anos de idade. Sou o candidato mais jovem da história do país a concorrer à Presidência da República. Mas, de fato, tem muita gente sem-vergonha na política brasileira. Gente que só cuida dos seus interesses, do seu egoísmo, do seus interesses políticos e partidários e não da maioria do povo brasileiro. E é por isso que nós temos que enfrentar privilégios, é o que nós vamos fazer no nosso governo, sem medo de enfrentar o 1% que está no andar de cima, e governar para os 99%. Vou dar um exemplo aqui de como se financia o Estado hoje no Brasil. Se você tiver uma casa, e for alugar ela, você vai pagar 27,5% de imposto. Agora, se você montar uma imobiliária, você vai alugar 50 casas, e vai pagar 12% de imposto. Agora, se você se associar aqui com candidatos milionários, com Meirelles, com Alckmin, com Bolsonaro, e montar um fundo imobiliário, você vai pagar 1% de imposto. Por isso é que nós vamos fazer uma reforma tributária para que quem tem menos, pague menos, e quem tem mais, pague mais.”

G1 

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