Home / Destaque / Paraibano que criou tornozeleira eletrônica inventa nova ferramenta

Paraibano que criou tornozeleira eletrônica inventa nova ferramenta

Compartilhe:

Mais uma novidade é lançada na terra que inovou com a tornozeleira eletrônica. O juiz Bruno César, que também foi responsável por trazer o uso de tornozeleira ao Brasil, apresentou uma ferramenta que monitora detentos que cumprem pena em regime semi-aberto. O aplicativo realiza comandos como leitura facial, reconhecimento de voz, e detecção de digital.

+ Lei determina que PMs façam segurança de ex-governadores da PB

O aplicativo vai ser implantando nos celulares dos próprios detentos, e o manuseio será prático e com linguagem simples. Enquanto não estiver no presídio, o albergado deve obedecer aos comandos enviados pela ferramenta.
O projeto nasceu em uma parceria do Tribunal de Justiça da Paraíba com uma turma de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). No fim do mês de abril, o projeto vai ser implantado em modo de teste e promete atualizar o campo do monitoramento tecnológico.

“Tivemos a oportunidade de divulgar ao Brasil há 10 anos a tornozeleira, e agora vimos a necessidade de uma maior evolução, já que tecnologia é algo que está em constante mudança”, conta ao Portal MaisPB o juiz Bruno César, que também é professor universitário.

O detento que utilizar a ferramenta, não vai precisar usar a tornozeleira. As duas ferramentas fazem a mesma função, mas o primeiro acessório não vai entrar em desuso. “É a mesma coisa dos modelos de carro: um tem mais tecnologia, ou é mais confortável, mas todos têm a mesma função”, explica o professor.

O uso do chip inserido na pele para identificar e monitorar os presidiários já foi considerado uma opção, mas atualmente não se leva mais em conta essa possibilidade. O juiz explica que o método não foi à frente por ser invasivo. Isso geraria um grau de resistência jurídica, além de movimentar questões religiosas.

Acessível, mas nem tanto. O aplicativo não vai ser para todos os grupos de presidiários. Fatores como confiabilidade, grau de periculosidade serão levados em conta na hora de escolher os usuários.

A fase de testes começa no dia 30 de abril, e deve durar cerca de dois meses. Caso seja aprovado, passa a valer imediatamente na Paraíba. Para ser usado em todos país, é necessário que os estados tenham interesse em utilizar o serviço e façam a implementação, assim como foi com a tornozeleira eletrônica.

O Brasil é o terceiro país com maior número de pessoas presas. Em 2016, o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) revelou que mais 720 mil pessoas vivem encarceradas. Atualmente, o número já ultrapassa os 800 mil. A nova ferramenta é mais um passo de evolução.

“É uma nova ferramenta pra demonstrar outros caminhos de aplicação de medidas, já que o estado brasileiro está tentando implementar medidas alternativas à população carcerária”, explicou o professor.

CAROLINE QUEIROZ – MAIS PB

 

Leia mais notícias gerais

Veja outras notícias em catoleagora.com

Siga a página Catolé Agora no Facebook

Para anunciar no Portal: WhatsApp (83) 9.9676-1272

Deixe um Comentário

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.