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Sheila Mello comemora sucesso e boa forma, 20 anos após concurso que mudou sua vida

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Vinte anos após ser eleita A Nova Loura do Tchan, Sheila Mello continua fazendo sucesso. De volta ao grupo para uma nova turnê, que vai até o fim do ano, e prestes a completar 40 anos (no próximo dia 23), ela relembra sua trajetória como dançarina e diz que, apesar de continuar na ativa, sua prioridade hoje é a família, que inclui o marido, o ex-nadador Fernando Scherer, o Xuxa, e a filha Brenda, de 5 anos.

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O concurso mudou mesmo a sua vida?

Foi um dos maiores divisores de água. Foi o segundo maior, na verdade. O primeiro foi eu ter me casado e me tornado mãe. E é muito bonito eu olhar hoje com maturidade e conseguir entender o quão importante foi o Tchan, não só como entretenimento, uma paixão, mas como a dança foi a salvação da minha vida em vários aspectos. Quando o Tchan me deu a oportunidade de ganhar dinheiro e viver da dança, me senti uma privilegiada.

O sucesso chegou a mexer com você?

O sucesso, claro, foi assustador. Imagina uma menina, que sai da periferia, entrar no grupo mais famoso do momento e ter que lidar com tudo aquilo. Sorte foi que a minha família teve muito discernimento. Eu era muito pobre, e, de repente, o dinheiro foi entrando, o sucesso chegando, e minha mãe nunca me tratou de um jeito diferente. Lembro de uma frase dela uma vez para mim: ‘Baixa a bola que a aqui em casa você não é a Loura do Tchan’. Isso foi muito bom para não deixar me deslumbrar. Pelo contrário, eu questionava por que eu havia sido a escolhida, por que comigo e o que eu tinha que fazer com aquela bênção. Nunca me achei a popstar.

Não sonhava com o sucesso?

Não tinha esse sonho. Mas eu já era dançarina e queria orgulhar a minha família de alguma forma.

Você ficou rica?

Já ouvi umas coisas bizarras de pessoas dizendo que eu tinha jatinho particular. A ideia que as pessoas tinham na época dos números da “Playboy” (ela posou três vezes) é totalmente errada. Diante da minha realidade e da realidade da época, a minha curva é maravilhosa, em todos os sentidos: financeiro, viajei o mundo… Tenho casa, chácara, mas tenho que trabalhar para manter. Não tenho uma renda que me permita nunca mais trabalhar. Estou longe disso.

Conseguiu guardar dinheiro então?

Sempre fui muito consciente. Nunca torrei dinheiro. Mesmo no auge do grupo, com o Tchan bombando, quando eu estava ganhando muito dinheiro, eu alugava um quartinho em Salvador que só cabiam minha cama e uma mala. Sempre mantive o pé no chão, e hoje estou colhendo as decisões da minha vida inteira.

Realizou todos os seus sonhos?

Sim. Quando eu fiz 26 anos, vivi um momento confuso, tive até síndrome do pânico. Com 20 anos, eu já tinha tudo: fama, tinha realizado o sonho de comprar uma casa, um carro, fazer uma viagem internacional, que eram coisas, para mim, grandiosas. Chegou um momento em que eu tive um vazio, um buraco. Tive que reformular tudo, me reescrever. Saí do Tchan, fui fazer Artes Cênicas, fiz faculdade de Educação Física, depois me formei em Bioenergética. Sou terapeuta corporal, atividade que quero exercer mais para frente. Fui reescrevendo a minha história.

Quando vai parar de dançar?

Nunca. Dança é sagrada. Tive várias oportunidades na minha vida. Cantei, atuei, apresentei. Chego nos lugares e as pessoas me definem como dançarina, modelo, atriz, cantora, apresentadora. Não me defino assim. Eu sou dançarina, formada em Artes cênicas e Bioenergética.

E o teatro?

Desde que eu sai do Tchan, passei dez anos da minha vida atuando no teatro. Quando eu formei a minha família, tive que dar prioridade. Final de semana é da minha família. Tive que escolher as prioridades e tirar o teatro da minha vida. A prioridade é a minha família, depois a dança. Hoje, sou dona da minha vida e posso falar ‘não’ quando quiser. Quando me convidaram para voltar ao Tchan, eu disse que voltar, eu não volto, mas a gente organizou uma turnê de comemoração que vai até o final do ano.

Como ganha dinheiro hoje?

O que eu mais atuo é na publicidade. Represento clínica de estética, produtos de cabelo, cremes de pele. E criei, há um mês e meio, um canal no Youtube que pretendo captar patrocinador. Além de ser apaixonada, trabalhar é como um regulador de equilíbrio.

Está pensando em ter mais filhos?

Isso é uma questão aqui em casa. Pensamos em ter, aí adiamos para ‘daqui a pouquinho’ e estamos há três anos assim, nesse ‘daqui a um pouquinho’.

Qual seu segredo de beleza?

Não tem segredo. A minha pele não é como antes. A realidade é essa. Sempre fui muito vaidosa. Tenho uma alimentação saudável e consciente. Não existe carne vermelha, nem fritura, nem refrigerante na minha vida. Meu estilo de vida é saudável. Estou num momento bom da minha vida e, com a idade que eu tenho, já dá para ter consciência se eu acertei ou não o caminho.

O que pretende fazer no futuro?

Fiz esse curso de Bioenergética e estudei psicanálise durante dois anos. Ainda quero fazer Psicologia ou abrir um salão de beleza.

Qual foi o momento mais marcante da sua passagem pelo Tchan?

A entrada foi um marco na minha vida. O concurso durou quatro meses. Então, aqueles segundos que antecederam de o Faustão falar se eu estava dentro ou fora, ia ser o momento que ia definir a minha vida. E teve uma vez, logo que eu entrei, que torci o pé antes de um show no Rio. Tive que ficar na coxia. Foi a primeira vez que eu ouvi o público gritando o meu nome. Fiquei chocada, era muita loucura. Imagina uma menina de 20 anos vivendo isso.

EXTRA

*Fotos: Arquivo/Frederico Rozário,  Foto: Reprodução/Instagram, Divulgação e Arquivo/Gustavo Azeredo

 

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