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Três concursos foram totalmente fraudados na PB, diz Polícia Civil

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Pelo menos três concursos realizados em cidades da Região Metropolitana de João Pessoa tiveram todas as vagas preenchidas por meio de fraude. Em um deles, as 52 vagas ofertadas para um determinado cargo foram ocupadas por candidatos que compraram o gabarito da prova. Essas foram as mais recentes revelação da Operação Gabarito, deflagrada no último final de semana pela Polícia Civil da Capital, que já prendeu 19 suspeitos e está à procura de outros 21, já identificados. O número de suspeitos chegou ontem a 40, mas pode passar de 500. Cresceu também o número de concursos fraudados, que agora são 70.

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Os concursos mencionados pelo delegado Lucas Sá, responsável pela investigação, foram realizados há mais de quatro anos e todos os aprovados através de fraude já são servidores públicos efetivos. “Nesses três concursos, além de terem sido totalmente dominados pela fraude, os candidatos aprovados eram as mesmas pessoas, nas três cidades”, disse. O delegado ainda não revelou em que cidades essa situação aconteceu, porque ainda não prendeu os servidores aprovados pela fraude e quer evitar a fuga dos suspeitos. No entanto, disse que todos eles já estão identificados.

O delegado disse que, durante a fase investigativa, antes mesmo de deflagrar a operação, recebeu a colaboração de quatro empresas que organizam concursos no Brasil e que foram responsáveis pelos certames suspeitos. “Recebemos a relação de todos os candidatos que foram aprovados, fizemos um confronto com as informações que tínhamos dos suspeitos e bateu certinho. Daí partimos para organizar as prisões. Ainda temos muita gente para prender”, acrescentou Sá.

A Operação Gabarito investiga a atuação de uma quadrilha que fraudava concursos públicos em várias cidades. Os candidatos interessados na fraude pagavam valores equivalentes a dez vezes o salário que iriam receber, no cargo para o qual estavam concorrendo. Com isso, cada candidato recebia o gabarito da prova, passado por meio de ponto eletrônico, no dia da avaliação, além de diplomas e outros títulos que fossem necessários para assumir o cargo. Entre os presos no domingo estão os líderes do bando, que montaram uma espécie de escritório da quadrilha em um condomínio de luxo, professores contratados para responder as provas e fornecer as respostas e vários candidatos identificados na primeira fase.

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