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O coordenador Júlio Cesar Barroso de Sousa foi morto a tiros por um aluno da escola estadual Céu Azul em Valparaíso de Goiás — Foto: Reprodução

Aluno mata coordenador a tiros dentro de escola após discussão, em Goiás

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Um aluno de 17 anos matou a tiros o coordenador da Escola Estadual Céu Azul, em Valparaíso de Goiás, após uma discussão. De acordo com o delegado Rafael Abrão, o estudante disparou duas vezes contra Júlio Cesar Barroso de Sousa, 41 anos, e fugiu em seguida. Por telefone, o diretor da instituição confirmou o caso à TV Anhanguera e se disse muito abalado.

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“Estou no local neste momento levantando as informações, mas o que conseguimos saber inicialmente é que ele teria 17 anos e discutiu mais cedo com uma professora. O coordenador disse que ia transferir ele, mas o aluno disse que isso não ia ficar assim. À tarde ele voltou com um revólver e deu dois tiros no coordenador”, disse o delegado, informando ainda que o coordenador estava só na sala dos professores, quando foi baleado.

A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) emitiu uma nota onde informa que lamenta a morte do professor Júlio Barroso, coordenador de turno do Colégio Estadual Céu Azul. “Com imenso pesar, informa que o professor Júlio foi baleado por L. R. L., de 17 anos, aluno da escola. O Serviço de Saúde (Samu) foi acionado, mas, infelizmente, o professor morreu ainda na unidade escolar. Também foram acionadas a Polícia Militar e a Policia Civil, a cargo de quem correm as investigações”, diz a nota.

Uma aluna do 1º ano disse ao G1 que o estudante teria atirado como represália ao fato de ter levado uma suspensão do coordenador. Ela também disse que ouviu quatro disparos e que um deles teria acertado um professor de educação física nas costas.

“Todo mundo pensou que o barulho era cadeira batendo na parede. Aí chegou um monte de gente falando para sair correndo que era tiro”, disse a garota.

A Seduc informou ainda que acompanha o caso e está com “equipes no local para prestar o apoio à comunidade escolar neste momento de tristeza e perplexidade. Também, com o mesmo propósito, será deslocada à cidade de Valparaíso uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, assistente social e integrantes da Superintendência de Segurança Escolar da Seduc. A Seduc reitera que tem feito todos os esforços no sentido de contribuir para a cultura da paz”.

O delegado disse ao G1 o rapaz tem antecedentes por ato infracional análogo a roubo. Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito já foi identificado. Ele não havia sido apreendido até as 18h, quando a reportagem conseguiu falar por telefone com o delegado.

“Estamos fazendo buscas, mas não posso adiantar nada para não atrapalhar as investigações”, informou Rafael Abrão, que é o titular do Grupo de Investigação de Homicídios de Valparaíso.

“Segundo informações preliminares, o professor e o aluno tiveram uma discussão pela manhã. O aluno voltou na escola no período vespertino e efetuou dois disparos contra o professor na sala dos professores”, diz a Polícia Civil em nota.

O Instituto Médico Legal (IML) informou que, até 17h, não havia sido acionado. A reportagem também procurou a Secretaria Estadual de Educação para comentar o caso, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que a polícia está atuando para apreender o adolescente suspeito de matar o coordenador (veja nota na íntegra abaixo).

Nota da SSP-GO

“A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa que todas as forças policiais já estão atuando para apreender o adolescente suspeito da morte do professor Júlio César Barroso de Sousa, em Valparaíso de Goiás. As investigações estão sob a responsabilidade da Polícia Civil.

Em relação à prevenção de ocorrências criminais no âmbito escolar, a SSP ressalta que diversas ações de conscientização são realizadas. Uma delas é o Programa Estadual de Resistência às Drogas (Proerd), que além da prevenção primária às drogas, promove ações de cidadania e redução da violência. Por meio desta iniciativa, os policiais também detectam crianças que são vítimas de maus tratos, bullying, violência sexual, bem como pais que são usuários e traficantes de drogas”.

G1 GO

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