Avô denuncia e polícia apreende adolescente com passagens por homicídio, estupro e roubos no Amapá

Um adolescente de 17 anos alvo de pelo menos 20 investigações e mandados por crimes como homicídio, estupro, roubo e furto foi apreendido no município de Porto Grande após ser denunciado à polícia pelo próprio avô. O familiar pediu ajuda após o menor arrombar duas vezes a casa dele e roubar objetos.

A prisão ocorreu na segunda-feira (6) em ação coordenada pela Polícia Civil do município, distante 103 quilômetros de Macapá. De acordo com o delegado Bruno Braz, o ele já era conhecido na região desde os 14 anos pela prática de diversos crimes.

Entre eles, a Polícia Civil detalhou que em setembro do ano passado o adolescente foi apreendido em flagrante após estuprar uma mulher.

O ato infracional resultou em 45 dias de internação numa unidade socioeducativa. Quatro dias após ser solto, o adolescente matou um homem, foi detido e liberado novamente.

Em razão dos crimes violentos, recebeu mais 6 meses de internação. Após sair, a polícia informou que fez a apreensão dele pelo menos outras 6 vezes na cidade.

A nova prisão, na segunda-feira, aconteceu após a denúncia do avô. O familiar relatou que somente na última semana o neto invadiu a residência pelo menos 2 vezes e roubou objetos. O objetivo era vender para sustentar o vício em drogas.

“O avô dele pediu pelo amor de Deus que o levássemos. Representei pela internação do adolescente, que foi deferida pelo Poder Judiciário”, detalhou Braz.

O delegado acrescentou relatou ainda que o menor foi abandonado pelos pais quando pequeno e morava em Porto Grande com os avós, que estão bastante idosos.

O adolescente tem também outros dois irmãos: um está preso no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) e o outro tem passagem pela polícia.

A nova prisão do menor de idade aconteceu após expedição de mandado pela Justiça. Durante a captura, o adolescente tentou fugir e lutou com um agente policial, mas foi detido e encaminhado ao Centro de Internação Provisória (CIP), em Macapá.

G1 AP