Catolé do Rocha – 186 anos

O município de Catolé do Rocha está localizado na Mesorregião do Sertão Paraibano, com uma população de 28.759 habitantes, conforme o censo do IBGE (2010), entretanto a estimativa (2020) é de 30.684 habitantes. Possui uma área de 551,765 km² e limita-se com as cidades de Almino Afonso (RN) e Patu (RN), Belém do Brejo do Cruz e Brejo do Cruz, Riacho dos Cavalos e Jericó, João Dias (RN) e Brejo dos Santos. 

A economia do município é baseada na agropecuária, comércio e indústrias, principalmente de alumínio e têxtil (moda íntima). Na educação, além das escolas públicas (estaduais e municipais) e várias escolas particulares, conta também com a presença da rede federal de ensino IFPB- Campus Catolé do Rocha e de um campus da UEPB, onde se localiza a Escola Agrotécnica do Cajueiro. Na saúde conta com várias clínicas particulares e dois hospitais, sendo o Hospital Regional Américo Maia e o Hospital Infantil Ermina Evangelista. No município estão instalados o 12º Batalhão de Polícia Militar, a 18ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, a 2ª Companhia Independente de Bombeiro Militar, o Presídio Padrão Manoel Gomes da Silva, as Gerências Regionais de Educação e Saúde, o Cartório Eleitoral da 36ª Zona, o Fórum João Sérgio Maia e a Vara do Trabalho.

Quem nasce no município é catoleense. O prefeito atual é Lauro Adolfo Maia Serafim (Laurinho).

História

Os historiadores mostram a descoberta destas terras, com os primeiros habitantes, presumivelmente os índios Pegas (ou Degas), Coyacus e Cariris, nos fins do século XVII. As bandeiras do governo Geral e dos capitães Paulistas matavam os índios, requerendo sesmarias de três léguas de comprimento por uma de largura. Eram eles os Garcia D’Ávila, os Rocha Pita e os Oliveira Ledo, que povoaram principalmente a região do rio Agon.

A história registra, no entanto, a presença de habitantes e fazendas de gado desde 1700, quando Dona Clara Espínola, o Conde Alvor, Manoel da Cruz, Bartolomeu Barbosa, requerendo a sesmaria de três léguas para cada um entre os providos de Poty e Riacho dos Porcos e do meio. O governo de então concede a Dona Clara Espínola e a Bento Araújo, terras no sertão de Piranhas e Riacho Agon ou Ogon.

Em 1717, Dona Clara solicita mais três léguas atingindo a corrente fértil, tendo início a colonização desde 1769.

Em 1754, Francisco Dom Vital, descendente de Teodósio de Oliveira Ledo, chega à região, estabelecendo-se às margens do riacho Agon.

O Tenente Coronel Francisco da Rocha Oliveira e sua esposa Dona Brásida Maria da Silva, iniciaram aqui as primeiras edificações, no ano de 1774, com a construção de uma capela em honra de Nossa Senhora do Rosário.

O território compreendia uma extensão de aproximadamente 5.400 km. E como aconteceu em quase todas as cidades e povoações nordestinas que surgiram, o seu início se deu às margens de riachos e nascentes ou subsolos que apresentavam condições favoráveis para o abastecimento d’água. Com Catolé não foi diferente: o seu início foi às margens do Riacho Agon ou Ogon ou ainda Yagô, onde havia água farta mesmo nos anos de estiagem.

Logo após a sua chegada, o tenente tratou de explorar a parte de terra que lhe cabia, organizando plantações, construindo fazendas para criação de gado, casas residenciais, como também a construção de uma capela no local onde hoje é a Avenida Américo Maia, próximo ao Banco do Nordeste, denominada Capela do Rosário. Anos depois, a capela do Rosário foi demolida para a abertura de novas avenidas, e foi construída a Igreja matriz, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios.

O município conta com uma capela no sítio de Conceição, sendo a padroeira Nossa Senhora da Conceição, segundo os historiadores, foi a 1ª capela construída no município.

Após a construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário, em fins do século XVIII, o lugar teve um surto de desenvolvimento, com o surgimento de algumas construções que marcaram a época como: o prédio da Coletoria Estadual, um sobrado com a fachada revestida de azulejos trazidos de Portugal, o prédio da Intendência a antiga Prefeitura, onde hoje funciona o Projeto Arte de Viver, o sobrado de Américo Maia onde funciona dois Cartórios e a Rádio Panorama FM, o sobrado Coronel Valdivino Lobo, já demolido, a Casa de Caridade, depois Colégio Leão XIII, atualmente Centro de Catequese e Pastoral.

A toponímia Catolé do Rocha deve-se a abundância de uma palmeira nativa, de nome Coco Catolé, e Rocha, uma homenagem ao seu fundador que tinha sobrenome Rocha. Alguns historiadores, afirmam também, ser costume de se referir a uma localidade, utilizando o nome de seu dono, acreditam também, por haver outra localidade com o nome de Catolé, costumeiramente se referiam a “Catolé dos Rochas” por pertencer ao Tenente Francisco da Rocha.

A autonomia administrativa de Catolé do Rocha começa a se concretizar em 1835 quando o então governador Manoel Maria Carneiro, presidente da província da Paraíba, através da Lei Provincial nº. 5 de 26 de maio de 1835, cria a Vila Federal de Catolé do Rocha.

Em 1935, 100 anos depois, pelo Decreto de 21 de janeiro de 1935, é elevada à categoria de cidade.

Hino Municipal

(letra e música de Frei Marcelino)

Lá, lá, lá…
Estribilho
Catolé, terra onde eu nasci
Quero-te, quero-te tanto
Longe de ti vivi

Volto a ti como um pródigo sem teto
Procurando o teu afeto
Oh meu Deus, quanto sofri
Quando bem longe eu pensava em voltar
Olhando o céu azul, eu me punha a soluçar.

Catolé, terra onde eu nasci
Quero-te, quero-te tanto
Longe de ti vivi

Verdes penachos do corrente acenando à brisa
Fresca ligeira ciciando soluçando
O rio Agon cansado de caminhar
Vai aos Seixos, vai narrando seu destino seu penar.

Catolé, terra onde eu nasci
Quero-te, quero-te tanto
Longe de ti vivi

Toda cidade sob a concha azul
Dos céus vive à sombra abençoada
Do manto da Mãe de Deus
Quanta saudade senti, que recordação
Catolé te amo tanto
Não te deixarei mais não.

Símbolos Municipais
Brasão

 

Bandeira

CATOLÉ AGORA e WIKIPÉDIA