MPRN recomenda que Jardim de Piranhas prorrogue decreto com restrições após aumento de 350% no número de casos de Covid-19

O Ministério Público do Rio Grande do Norte recomendou que a Prefeitura de Jardim de Piranhas, município do Seridó potiguar, prorrogue por mais 15 dias o decreto municipal com as medidas de restrição na circulação de pessoas como forma de prevenção ao coronavírus. A recomendação do órgão acontece após a cidade ver aumentar o número casos confirmados de Covid-19 de 138 para 503 entre os dias 1 e 22 de julho – um crescimento de 350%.

As mortes também saltaram de duas para nove neste período. Na terça-feira (23) passada, Francisca Cristina de Jesus e José Dantas Pereira, mãe e filho, moradores da cidade, morreram com a doença com uma diferença de poucas horas entre um e outro. O filho tinha 66 anos e a mãe, 88 – eles viviam em regiões diferentes da cidade, que tem cerca de 14 mil habitantes.

Jardim de Piranhas terá três dias para comunicar se vai acatar ou não a recomendação. Se não acatar, o MP vai adotar as medidas cabíveis, através de ação judicial. A recomendação será publicada na edição deste sábado (25) do Diário Oficial do Estado (DOE).

De acordo com o MPRN, o aumento registrados nos boletins epidemiológicos evidencia que ainda há “uma forte tendência de crescimento na curva de casos na cidade”.

O órgão recomendou ainda que o executivo municipal faça barreiras sanitárias educativas periódicas nas entradas e saídas da cidade, além de em pontos estratégicos para orientar a população e os que viajam e passam pela cidade sobre as medidas de prevenção. Os servidores devem ter o uso adequado de EPIs.

Outra recomendação é que se faça, com urgência, a contratação temporárias de fiscais da Vigilância Sanitária, “independente de processo seletivo prévio”. Para isso, a prefeitura deve adotar “as providências administrativas que se fizerem necessárias”.

Em 21 de julho, o boletim da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) apontou que Jardim de Piranhas tinha a maior taxa de casos confirmados de Covid-19 da região Seridó, além da segunda maior taxa de óbitos.

G1 RN