quinta-feira , 22 agosto 2019
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Kinberlin alega que abusos sofridos pelo pai motivaram o crime — Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM

Mulher que matou pai a facadas é condenada a 16 anos de prisão em regime fechado

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A jovem Kinberlin Keyce de Jesus da Silva foi condenada nesta quinta-feira (8) a 16 anos de prisão em regime fechado por ter matado o pai a facadas, após ter sido julgada pelo Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Em depoimento à polícia, ela disse que cometeu o crime pois queria que uma namorada morasse com ela. Em juízo, a jovem alegou que o pai abusava sexualmente dela.

O crime foi praticado por volta de 1h30, do dia 09 de junho de 2015, na Rua Palermo, 47, Nova Cidade, Zona Norte de Manaus. Ela foi denunciada de acordo com o art. 121, inciso 2º, parágrafos I [motivo torpe] e IV [à traição], do Código Penal Brasileiro (CPB). Ela respondia ao processo em liberdade, mas, na leitura da sentença condenatória, o juiz Celso Souza de Paula decretou a prisão da jovem.

A sessão de julgamento popular terminou às 23h e foi presidida pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Celso Souza de Paula. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) esteve representado pelo promotor de justiça Armando Gurgel Maia. Na defesa da ré atuaram os advogados Carlos Guedes, Mário Paulain e Adriana Monteiro.

Logo que o juiz iniciou a sessão, o promotor Armando Gurgel Maia requereu a utilização de provas retiradas do aparelho de celular da acusada. Estas provas foram entregues após a sentença de pronúncia. A defesa contestou, mas o requerimento do Ministério foi aceito pelo magistrado.

O caso

De acordo com a apuração da Polícia Civil do Estado do Amazonas que originou a denúncia do MPE-AM, a mulher matou o pai dela, de 41 anos, a facadas na madrugada do dia 09 de junho de 2015 na Rua Palermo, bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus.

Após cometer o crime, a mulher teve a ideia de colocar o corpo da vítima dentro de uma mala que lhe pertencia, sendo que embrulhou a vítima num lençol e tentou colocá-la na mala, mas o corpo não coube. Com isso ela decidiu enterrar o corpo da vítima. Ela cavou um buraco no terreno, na parte de trás da casa, mas acabou desistindo.

Por volta de 8h da manhã ela decidiu ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e dizer que havia chegado pela manhã e encontrado a vítima morta. Com a chegada dos policiais, ela acabou confessando o crime.

A mulher alegou em seu depoimento na Polícia Civil que um dos motivos de planejar o crime, foi devido ela manter um relacionamento amoroso e almejar que sua namorada fosse morar com ela. Na instrução do processo ela alegou que o pai abusava sexualmente dela desde quando era criança.

G1 AM

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