Como aplicar em fundos imobiliários

Investimentos em fundos imobiliários têm se mostrado atrativos nos últimos anos. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), somente nos últimos 12 meses, a quantidade de recursos destinados a essa atividade aumentou 38%, mesmo com o país enfrentando uma pandemia causada pelo novo coronavírus.

O aumento tem relação com os baixos patamares da Selic. Com a taxa em baixa, investimentos em renda fixa tornam-se menos atrativos, levando boa parte dos investidores a recorrerem a soluções mais simplificadas em renda variável para maior rentabilidade. É o caso dos fundos imobiliários.

O que são os Fundos de Investimentos Imobiliários

Conhecidos como FIIs, são ativos que funcionam sob a lógica de fundos, ou seja, um grupo de pessoas junta seus recursos para, de maneira coletiva, financiar projetos voltados para o mercado imobiliário. A ideia é que, sob a responsabilidade de um gestor profissional, esses investimentos tragam retorno futuro para que parte do lucro da atividade imobiliária seja repassada aos participantes, que no caso não são proprietários dos ativos, mas sim, cotistas do fundo.

Existem diferentes tipos de FIIs no mercado mas, no geral, eles podem ser classificados como de tijolo e de papel, sendo que o primeiro se concentra em imóveis físicos, tais como shoppings, centros logísticos, entre outros, e o segundo grupo em ativos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Como investir em FIIs

Por se tratarem de fundos negociados em Bolsa, os FIIs são acessíveis via Home Broker das corretoras de valores. Basta o interessado se cadastrar em uma plataforma de investimentos para ter acesso ao sistema e adquirir as cotas sem precisar sair de casa. Vale lembrar que este é um investimento em renda variável, que funciona sob códigos da mesma forma como ocorre com as ações. É preciso saber qual é o código correspondente ao fundo para adquirir as cotas.

No geral, a melhor forma de escolher o fundo é observando aspectos como a macroeconomia, para saber se o momento é propício para participar de um projeto desse tipo. Posteriormente, faz-se uma análise de setor, procurando saber se existe a possibilidade de valorização do ativo, para então conferir elementos como as taxas e os custos cobrados pela instituição, a qualidade e a localização dos imóveis (no caso do FII de tijolo), além de aspectos como taxa de vacância e ocupação.

Para quem esse investimento é indicado

FIIs não oferecem tanta exposição ao risco quanto investimentos em ações. Esses fundos contam com a ação de um gestor profissional que se encarrega das escolhas do destino do dinheiro. Além disso, podem compor uma variedade de ativos dentro de uma mesma carteira, o que ajuda a amenizar o risco, caso um desses ativos não dê resultados.

Entretanto, na comparação com ativos de renda fixa, esse tipo de aplicação apresenta alguns pontos que precisam ser considerados. Um deles é a inexistência da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que faz com que o investidor precise ter maior cuidado na análise da segurança do investimento antes de aplicar o dinheiro. Além disso, por se tratar de um investimento em renda variável, a negociação ocorre na Bolsa, o que significa que os preços variam de acordo com a demanda.

No geral, essas características fazem com que os FIIs sejam mais indicados para investidores de perfil moderado, mas ainda assim, podem aparecer dentro de diferentes tipos de estratégias, sejam elas mais conservadoras ou mais arrojadas.

Vantagens de investir em FIIs

Os FIIs permitem baixo investimento inicial e menor burocracia para o investidor. Pensando no mercado imobiliário, isso representa um diferencial, uma vez que se trata de um setor mais restrito a quem possui maior volume de dinheiro. No FII é possível adquirir cotas por até R$ 100 e confiar a busca por valorização a um especialista.

Também é importante destacar o fator diversificação, que permite que mesmo o investidor sem experiência participe de diferentes projetos, aumentando o potencial de sua carteira.

Por fim, existem os benefícios tributários para a pessoa física que investe em FII. Rendimentos de aluguéis podem contar com isenção de Imposto de Renda (IR). Além disso, a venda de cotas com lucro tem tributação de 20%, com o imposto sendo cobrado somente na venda de cotas.

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